Intervenção Urbana – Mutante Radio

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Fui convidado pelo Fabio, meu irmão, a bater um papo sobre música e fotografia num programa que ele mantém na Mutante Radio.
Parece nepotismo, mas é só falta de pauta. rs…


Se você tem aí uma hora do seu tempo para ouvir música e minhas baboseiras sobre fotografia, sobre o Fotoclube de Limeira, sobre repertório fotográfico e algumas das referências que me contaminam, então ouça.
Se quiser ouvir algumas sugestões técnicas sobre fotografia de arquitetura, de grafite, da cidade, então ouça.
E se ouvir, deixa aqui seu feedback, ficarei feliz.
Rádio é bacana, mas não dá para saber se quem ouviu, gostou.


Algumas das referências que menciono durante o programa, nomes que são minhas bússolas quando o assunto é fotografia, são Bob Wolfenson, Marcio Scavone, Richard Avedon, Irving Penn, Cristiano Mascaro, Tuca Reinés, David Lachapelle.
Também imediatamente me lembro de Vik Muniz e Guto Lacaz quando falamos de intervenção urbana.
Como é rádio e o programa também fala de música, aproveitei para fazer reverência a alguns amigos que me apresentaram muita coisa que faz parte do meu repertório musical.
De Gil a Jethro, de McCartney a A-Ha, de Chico a Floyd, tem um pouco de tudo.


Fotografia, música, intervenção… Tenho certeza que esqueci de mencionar muitos nomes. Mas estão guardados no lugar mais importante.


Ouça lá. Para mim foi divertido e uma verdadeira viagem no tempo. Duas noites inteiras de pesquisa para fazer um playlist de menos de 15 músicas que por algum motivo foram meus “Punctums Auditivos”.

Ah, claro, o link para ouvir é este: https://www.mixcloud.com/mutanteradio/interven%C3%A7%C3%A3o-urbana-episodio-31/

 

Corinne Noordenbos

Noite destas rolou um jantar em Campinas no (lindo!) estúdio do Gui Galembeck e da Tatiana Ribeiro.
O evento foi chamado “Jantar nível Magnum” – Em clara referência ao Martin Parr (fotógrafo da agência Magnum Photos, fundada pelo Cartier-Bresson e Robert Capa) que mencionou a convidada principal da noite, Corinne Noordenbos, como uma das mais fortes influenciadoras da educação em fotografia no mundo.
Ela faria a leitura de portfólio.

Poucos convidados numa noite descontraída, mas enriquecedora.
Não é exagero dizer que apesar de poucas pessoas, muitos dos que fazem acontecer na fotografia do interior de São Paulo estavam lá (Quem está envolvido com a boa fotografia sabe quem são eles).
Me senti honrado e feliz por estar naquela mesa.

Corinne veio ao Brasil para uma série de apresentações, inclusive para ministrar um workshop no novo (que no futuro será chamado de “tradicional”) Festival Valongo.
Mat Guzzo (que além de trabalhar com o Gui é mediador cultural da Bienal SP e foi responsável por trazer a Corinne para o Brasil), traze-la para este jantar foi sensacional.

Apesar das poucas horas de encontro (e alguns ruídos por conta do meu inglês), o papo com a Corinne e com os demais fotógrafos me afetou. Causou um desconforto necessário – E o mais importante, me deu vontade de produzir.
Foi uma daquelas conversas em que você leva fragmentos para o resto da vida.

Em particular dois fragmentos eu guardarei. Uma frase e uma palavra.

Após dizer que me incomodo com a superficialidade de meu portfólio exclusivamente comercial e que me cobro sobre não fazer mais do mesmo, sobre achar tudo muito clichê e me exigir sempre transcender, Corinne leu uma frase pescada por ela em uma conversa entre dois fotógrafos holandeses – Provavelmente dita numa noite como a nossa.
Dizia a frase que um fotógrafo eventualmente deve fazer coisas imbecis, estúpidas, que deve ligar o dane-se, pois isto pode ajuda-lo a encontrar seu caminho autoral.

Não é libertador ouvir um conselho destes vindo de uma mulher com a envergadura dela?

E a palavra foi “vulnerável”.
O contexto em que esta palavra foi dita era que a fotografia que talvez mais toque seu coração enquanto fotógrafo provavelmente será aquela que te deixa mais vulnerável.

Assustador, não?

O post era para ser bem curto, apenas para agradecer o convite para fazer parte desta noite tão especial. …Mas virou isto tudo porque acho que o que é bom precisa ser compartilhado.

Enfim, Tati, Gui, Mat e Mylenna Moterani, obrigado pelo rango, que estava demais.
Parabéns ao Mat, ao Gui, a Tati e a todos os que se envolveram neste esforço em trazer a Corinne para cá, por promover e organizar este jantar.
Valeu aos demais amigos que estavam lá, o papo é sempre bom! Precisamos fazer mais – E juntos! Ninguém faz nada sozinho.

Valeu – Foi foda!

(As fotos são do querido Giancarlo Giannelli)