Exposição fotográfica “Trabalhadoras”

Ultra atrasado (como sempre) nas publicações.
Por fim já considero que este blog não tem outro papel senão ser um amontoado de lembranças de trabalhos que fiz, atividades que participei relacionadas a fotografia.

Navegando encontrei dois vídeos sobre a exposição fotográfica “Trabalhadoras”, de março de 2013!
Os créditos seguem durante os vídeos.

Movimentos Convergentes

Fui convidado a participar do projeto Movimentos Convergentes, atividade sob curadoria da artista plástica Cecília Stelini, em comemoração aos 15 anos da Oficina Cultural Carlos Gomes.

A referência para criação era o MoMA PS1, do Queens de Nova Iorque – Uma vez que nosso espaço também era o prédio de uma escola abandonada.

Meu desafio seria ligar a fotografia a uma produção “site specific” e ao mesmo tempo, abandonar seu suporte convencional, a revelação fotográfica.

Também era parte do projeto a interação da fotografia em lugares heterodoxos, fora do âmbito tradicional de galerias e museus. Assim as obras dos fotógrafos não serão expostas nas salas, somente nos outdoors.

Outros fotógrafos que participam do evento: Edu de Paula, Guilherme Lechat, Márcio Lambais e Rogério Entringer.

Além dos outdoors, a fotografia será apresentada em outros suportes, completamente inusitados, durante as performances que acontecerão no evento. Fica o convite para seguir a programação e prestigiar as atividades.

O resultado, outra foto da mesma sessão, a arte para o outdoor e a instalação seguem abaixo.

Exposição coletiva INTERTEXTOS FOTOGRÁFICOS

A exposição INTERTEXTOS FOTOGRÁFICOS, que apresentou resultado dos trabalhos realizados pelos alunos da oficina de fotografia ministrada em outubro de 2009 pelo professor Rogério Entringer, tornou-se itinerante e agora está no campus da UNIP Limeira.

É a primeira vez que vejo, ao menos em Limeira, uma exposição fotográfica ganhar tanta mídia: Divulgação nos jornais locais, em programa de TV, na internet e em 15 outdoors espalhados pela cidade!

 

FOTO: Rogério Entringer

 

Mérito total do Rogério, um cara muito engajado e que luta pela fotografia enquanto expressão artística, instrumento documental e até ferramenta política.

Logo falo mais sobre sua visão quanto a fotografia. Se não quiser esperar por isto, dê uma olhada aqui – Aposto que sua compreensão sobre o ato fotográfico não será mais a mesma (Apesar que só conversando pessoalmente que se entende a profundidade de leitura que este cara tem).

Também acabo de ter contato com Eduardo Mello, professor universitário de fotografia, atualmente lecionando em Campinas.
Ele está ministrando uma oficina sobre “fotografia cultural” e está dando uma enxurrada de ótimas referências aos seus alunos.
…Só espero que estes tenham visão suficiente para compreender a importância de se beber da fonte.

Devo organizar um evento que reunirá estas duas cabeças pensantes da fotografia para uma mesa, junto de fotógrafos de diversas outras áreas.
A idéia é que o debate seja forte e marcante para a fotografia regional (sim, sou pretensioso).

Circo é tema de exposição fotográfica

Limeira foi o palco pelo terceiro ano consecutivo do Festival Paulista de Circo, realizado entre os dias 07 e 11 de abril. Foram inúmeras apresentações, vários espetáculos representando todo o Brasil e também o exterior. O sucesso do festival pode ser visto na exposição de fotos “Palhaçada”, no Isca Faculdades. As imagens ficarão em exibição no saguão de entrada da instituição até o dia 30 de abril.

A mostra conta com fotos de autoria de 07 fotógrafos, sendo seis pertencentes ao Foto Clube de Limeira e um de São Paulo. A mostra “Palhaçada” reúne diferentes visões e linguagens fotográficas sobre o mesmo tema, onde cada fotógrafo imprimiu seu olhar e seu conhecimento, promovendo belas imagens e enquadramentos.

O Festival Paulista de Circo é realizado em Limeira pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e vem promovendo o resgate do circo, uma tradição milenar que novamente vem conquistando seu espaço na cultura popular. Participam da mostra Fábio Vivella, Fernando Sanches, JB Gimenez, Igor Santucci, Lucas Tintori, Nelson Shiraga e Tiago Degaspari.

Durante os cinco dias, os fotógrafos registraram os movimentos, formas e cores de toda a magia de palhaços, malabaristas, trapezistas, mágicos e muitas outras atrações. O endereço do Isca é Rodovia SP 147 (Limeira-Piracicaba), km 4. A exposição ocorre de segunda a sexta das 8h às 22h e sábado das 8h às 12h. A entrada é gratuita.

Intertextos Fotográficos

Conforme me comprometi no post anterior, publico aqui as duas fotos que foram apresentadas na exposição INTERTEXTOS FOTOGRÁFICOS, de curadoria de Rogério Entringer, fruto da oficina TEORIAS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORANÊA, ministrada pelo próprio Rogério.


Como muito bem diz a artista plástica Paula Pittia, “arte não se explica, pois seu papel é tirar o espectador do comodismo”.

Porém me senti na obrigação de explicar as propostas das fotos, não por subestimar a cultura geral de quem foi à exposição ou eventualmente visita este blog, mas sim porque estas fotografias nada têm com a minha fotografia usual.

A idéia desta exposição era de tecer ligações entre a fotografia e outras artes, seja cinema, teatro, literatura, música ou até mesmo a própria fotografia – Enfim, alguma referência.

Desta forma, encarei a produção como encomendas. Nada têm de “produção autoral”, fiz da proposta da exposição o meu briefing.


PRETENSÕES: O ENCONTRO DE RODIN, LACHAPELLE E WARHOL


Para esta foto, chamei para posar André Malavazzi , fotógrafo em formação, atuando em Campinas, que prontamente entendeu e aceitou o convite.

Aposto muito em seu trabalho. Tive a oportunidade de conhecer algumas de suas fotos e seu olhar segue um caminho interessante.

A idéia original era a de se fazer completamente nu. Apesar da pose não ser nada “agressiva” mesmo aos mais puritanos, fizemos de sunga porque o curador tem a intenção de levar esta exposição para faculdades, escolas, enfim, outros espaços, com diferentes públicos.


O mais óbvio intertexto desta fotografia é com O PENSADOR, do escultor francês August Rodin.

O segundo, mais subjetivo, é com A FONTE, de Marcel Duchamp, um dos precursores da arte conceitual, introdutor do “ready made” como arte.

Outra referência que busquei foi no trabalho do fotógrafo David LaChapelle, cujo trabalho conheci mais a fundo através do seu excelente livro HEAVEN TO HELL.

Suas cores, montar o inusitado, o flash direto, me deixaram chapados logo nas primeiras fotos que tive contato. Praticamente não há edição pós captura, tudo é feito diante da lente.

Também faço uma referência a Andy Warhol, artista ultra pop, através da banana, usada na capa do álbum The Velvet Underground & Nico.

O que não entendi é porque justamente ele, que mudava as cores de tudo o que trabalhava, manteve o amarelo da banana. Só para contrariar, fiz em azul.

Ao fundo, a foto do Joseph Niepce faz referência a minha própria foto: A dele foi a primeira da história, e esta foi a minha primeira feita especificamente para uma exposição deste contexto, não apenas pinçada dos meus arquivos para apresentar.

Já a famosa foto de Henri Cartier-Bresson foi pura reverência, não referência, já que sua fotografia me fascina desde sempre.


Aqui vai uma colagem das referências que utilizei:


Fiz uma segunda foto neste ensaio, não exposta, onde o André segurava um balde de lixo de inox nas pontas dos dedos, fazendo uma referência ao desenho em perspectiva em que M.C. Escher segurava um globo espelhado que refletia sua imagem numa sala.

 

REMONTANDO O BEIJO MONTADO


Depois de décadas, Robert Doisneau declarou que a famosa foto O BEIJO NO HOTEL DE VILLE foi montada, não capturada num “instante decisivo bressoniano”, uma de suas marcas.

Nada que tenha mudado a importância daquele disparo, que por muito tempo simbolizou o clima de alegria pelo final da guerra.


Quando estive em Paris e estava em frente ao Hotel, me lembrei da clássica foto e circulei um pouco, buscando o mesmo ângulo que Doisneau usou para fotografar o casal em 1950.

Na verdade, minha vontade era a de ser o modelo desta foto, junto da Alessandra – Queria uma foto para porta retratos mesmo.

Enfim, encontrei a face do prédio que fora fundo do beijo e disparei. Obviamente não consegui o mesmo ângulo, mas montando sobre a original, Rogério, como curador, achou interessante o suficiente para que fosse exposta.